terça-feira, 3 de novembro de 2026

STREET FIGHTER (2026): FINALMENTE OS GOLPES ESPECIAIS CHEGARAM AO CINEMA!

 


STREET FIGHTER (2026): FINALMENTE OS GOLPES ESPECIAIS CHEGARAM AO CINEMA!

Entre nostalgia, pancadaria e poderes especiais, a nova adaptação de Street Fighter realiza parte de um sonho antigo dos fãs, mas ainda deixa espaço para melhorias.

Por Erick Melul – Sabedoria Nerd

Parece que foi ontem que, ainda criança, nos anos 1990, assisti em VHS ao primeiro filme de Street Fighter, estrelado por Jean-Claude Van Damme e Raul Julia. Naquela época, mesmo sem compreender toda a dimensão do universo dos jogos, seus personagens e suas histórias, eu tinha uma expectativa muito clara: queria ver os lutadores fazendo aquilo que faziam nos videogames.

Queria ver Ryu lançando seu Hadouken, Ken executando seu Shoryuken e os demais personagens utilizando seus golpes especiais. Também esperava encontrar um M. Bison imponente, poderoso e capaz de proporcionar uma grande batalha final.

Infelizmente, aquela adaptação não entregou tudo o que eu esperava. A decepção ficou na memória e, durante muito tempo, continuei imaginando como seria uma versão cinematográfica que realmente respeitasse a essência das lutas dos jogos.

As animações de Street Fighter, especialmente o filme de Street Fighter II, mostravam muito melhor aquilo que eu gostaria de encontrar em uma produção com atores reais.

Eis que chegamos a 2026. Depois de tantos anos, finalmente temos uma nova adaptação cinematográfica da franquia.

Uma experiência que valeu a espera?

Fui ao cinema sem grandes expectativas, embora os trailers tivessem despertado minha curiosidade. O que estava sendo apresentado parecia promissor: personagens conhecidos, figurinos característicos, poderes especiais e muita ação.

E posso dizer que saí da sessão feliz. Não completamente satisfeito, mas feliz!

Uma das maiores qualidades do filme é justamente apresentar os personagens com uma identidade visual muito próxima daquela que conhecemos nos videogames. É interessante ver os lutadores com suas roupas características e, principalmente, utilizando seus golpes especiais.

Ver Ryu finalmente executando seu Hadouken nas telonas é uma satisfação para quem cresceu acompanhando a franquia. Ken também ganha seus momentos com o poderoso Shoryuken, além dos chutes e movimentos característicos dos combates.

Outro ponto interessante é poder acompanhar os personagens utilizando seus poderes e participando de lutas que remetem diretamente à experiência dos jogos.

Até mesmo M. Bison aparece utilizando suas habilidades, inclusive voando, embora eu tenha sentido falta de mais potência e imponência no personagem. Particularmente, também não gostei tanto da escolha apresentada para essa versão do grande vilão.

Uma história que poderia ser melhor desenvolvida

Se por um lado o filme consegue entregar parte daquilo que os fãs esperavam visualmente, por outro, sua história deixa a desejar.

São muitos personagens para apresentar, cada um com sua própria trajetória, personalidade e importância dentro do universo de Street Fighter. Desenvolver tudo isso em pouco tempo não é uma tarefa simples.

A impressão é de que algumas situações acontecem rápido demais, sem que determinados personagens recebam o desenvolvimento que mereciam.

Faltou uma história um pouco mais elaborada, com maior profundidade e tempo para construir melhor os acontecimentos.

O final também deixou aquela sensação de que faltou alguma coisa. A produção parece preparar o terreno para uma continuação, mas não entrega um encerramento que me deixasse completamente satisfeito.

Vale a pena assistir?

Apesar das ressalvas, considero essa nova adaptação uma experiência positiva.

Depois de tantos anos, finalmente pude assistir a uma versão em live-action que apresenta elementos que sempre quis encontrar em um filme de Street Fighter: os golpes especiais, os poderes, os figurinos e os confrontos entre os lutadores.

Não é uma adaptação perfeita e ainda existe muito espaço para melhorar, principalmente no desenvolvimento da história e na construção dos personagens.

Espero que a produtora e o estúdio invistam em uma continuação, aproveitando as críticas recebidas e corrigindo os problemas desta primeira produção, mas sem abandonar a essência e a proposta que foram apresentadas.

Minha conclusão: Street Fighter (2026) não é o filme definitivo que os fãs poderiam esperar, mas conseguiu proporcionar algo que a adaptação dos anos 1990 não me entregou: a satisfação de finalmente ver, em carne e osso, os lutadores fazendo aquilo que os tornou tão especiais nos videogames.

E, para alguém que esperou tanto tempo por isso, já foi uma boa experiência!

NOTA DO SABEDORIA NERD

6,5 / 10

Uma adaptação divertida, nostálgica e visualmente próxima dos jogos, mas que precisava de uma história mais bem trabalhada para alcançar um resultado realmente memorável.

Erick Melul – Editor e dono do blog Sabedoria Nerd.

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